quinta-feira, março 15, 2007

"Acima de tudo, na vida,
temos necessidade de alguém que nos obrigue
a realizar aquilo de que somos capazes.
É este o papel da amizade".

Bolo da Amizade....

Para quem também se alimenta de AMIZADE!!


Receita:
Um monte de Tranquilidade
Algumas colheres de Esperança
Duas pitadas de Paciência
Carinho, muito Carinho!
Misture os ingredientes,
leve ao forno pre-aquecido até dourar!
Dica:
Se acontecer de queimar, não se apavore.
O bolo da vida só chamusca por fora, por dentro não se estraga.
Então, se passar do ponto, remova a camada externa, queimada,
e cubra generosamente com Amizade.
Está pronto o melhor bolo do Mundo!


"Gande" comilança... tou até agora sem conseguir fazer digestão!!!
Haja saúde!!

Um beijo para todos aqueles que me alimentam o coração!
:o)

sábado, março 10, 2007

Tenho o mundo ao contrário!!

Troco o dia pela noite e a noite pelo dia.
Ando às avessas...

Adio tudo e só trabalho sobre pressão.

Mas porquê???

Porque raio é que não consigo fazer as coisas a tempo e horas??

Alguém tem o manual para mudar a programação do meu cérebro?

O programa que ele utiliza está desactualizado...não foi feito o update de transição de vida académica para vida de trabalho..

Raios....

quarta-feira, março 07, 2007

Cá se fazem...cá se pagam...

Não há nada como ter muito que fazer e volta que vira parar o trabalho para poder dar um giro pela net.

Aqui fica um poema de um grande poeta português, que apesar de ser um bocadinho avariado da cabeça ainda escreveu muita coisa interessante.



«As coisas que errei na vida
São as que acharei na morte,
Porque a vida é dividida
Entre quem sou e a sorte.

As coisas que a Sorte deu
Levou-as ela consigo,
Mas as coisas que sou eu
Guardei-as todas comigo.

E por isso os erros meus,
Sendo a má sorte que tive,
Terei que os buscar nos céus
Quando a morte tire os véus
À inconsciência em que estive.»


Fernando Pessoa
21/08/1934

segunda-feira, março 05, 2007

Maço de Poesia

Abri o maço de poesia de Florbela Espanca e de dentro dele tirei um pequeno rolinho.
E o que saiu foi este poema...

«EU

Eu sou a que no mundo anda perdida,
Eu sou a que na vida não tem norte,
Sou a irmã do Sonho, e desta sorte
Sou a crucificada... a dolorida...

Sombra de névoa ténue e esvaecida,
E que o destino amargo, triste e forte,
Impele brutalmente para a morte!
Alma de luto sempre incompreendida!...


Sou aquela que passa e ninguém vê...
Sou a que chamam triste sem o ser...
Sou a que chora sem saber porquê...

Sou talvez a visão que Alguém sonhou,
Alguém que veio ao mundo pra me ver
E que nunca na vida me encontrou!»

Florbela Espanca



O mistério da poesia reside no facto de qualquer um de nós, em algum momento da vida, se identificar com as palavras que algum dia alguém escreveu.